A frase “O Estado sou Eu” é utilizada para indicar situações em que um indivíduo concentra muitos poderes pessoais e comanda o governo de acordo com seus próprios interesses. A origem da sentença é atribuída a Luís XIV, monarca absolutista, que governou a França entre meados do século XVII e início do século XVIII.
Sobre os diversos aspectos do Absolutismo francês, qual das alternativas abaixo está correta?
Foi um sistema socioeconômico no qual o Estado era apenas um organizador das atividades essenciais para a população, e o poder político era pulverizado entre diversos setores sociais, divididos segundo suas atividades laborais: assim era o Absolutismo francês durante o reinado de Luís XIV. Essa situação só seria alterada com a Revolução Francesa de 1789.
A Revolução Francesa foi consequência direta e imediata do reinado de Luís XIV. A época do governo de Luís XIV, o monarca francês se preocupava em elaborar uma Constituição Nacional que legitimasse seus poderes. No entanto, tal iniciativa foi barrada pelos três estados, compostos pelo clero, pela nobreza e pela burguesia, por isso, a necessidade da revolução.
O Absolutismo, na França, não ocorreu com Luís XIV, nem com qualquer outro monarca daquela época, mas, sim, como uma reação às mudanças operadas durante a Revolução Francesa, como o serviço militar obrigatório. A volta da monarquia, após a derrota de Napoleão, trouxe uma estabilidade política inédita para os franceses.
O Absolutismo francês, durante o governo de Luís XIV, representou o auge daquele regime político por proporcionar grande concentração de poder nas mãos do rei pela subordinação da aristocracia francesa ao monarca, pela unificação nacional e pela constituição de uma burocracia estatal e de um exército nacional fortes.
O poder de Luís XIV, um dos reis franceses mais conhecidos da história, era limitado e controlado de acordo com a divisão de poderes que existia na França, à época. Como havia uma carta de leis a ser seguida, o poder legislativo e o poder judiciário poderiam impor obstáculos às decisões do poder executivo, comandado pelo soberano nacional e pelo seu primeiro-ministro.